segunda-feira, 29 de setembro de 2008

# una nueva banana republic?

Sobre a derrota do capitalismo e do cassino globalizante protagonizada pelo Tio Sam nos últimos dias, eis as palavras do excelente economista estadunidense Paul Krugman, trazidas do "The New York Times.com": "(...) As a friend said last night, we´ve become a banana republic with nukes".

sábado, 27 de setembro de 2008

# meu chapa 13 x 0 oabola f.c.

Embora desfalcado do guarda-redes titular e de vários outros chapas, a equipa alvi-rubra não deu chances ao adversário na partida de estréia: 13 a 0, contra o OABola.
Com um relvado horrível e um primeiro-tempo sonolento e abaixo das expectativas, o MEU CHAPA FUTEBOL E REGATAS precisou de quase 15 minutos para abrir o placar, com Grabicoski, em interessante triangulação com o compatriota Sandroski e o romeno Román.
O ritmo do jogo continuava lento e com poucas emoções, até que o excessivo número de faltas do time adversário fez o árbitro iniciar a distribuição de cartões amarelos -- no total foram 4 para o OABola -- e, ato contínuo, logo no primeiro cartão, um destemperado (e inepto) atleta adversário perdeu a cabeça, disse que não queria brincar mais, que ia levar a bola embora, que era amigo do dono do campo e que -- aí foi o problema -- todo mundo em campo era "#$@&!#", discurso esse que lhe causou a espulsão (clássica grafia nórdico-iratiana, que significa "expulsão" na língua camoniana).
Com tal desequilíbrio numérico, ao contrário do que poderia parecer, em nada a partida mudou, continuando medíocre e enfadonha. O OABola, que em menos de 20 minutos de jogo já trocava incessantemente de atletas, mostrava boa obediência tática e ficava com todos os jogadores atrás da sua intermediária, o que dificultava a penetração dos nossos chapas -- houve, inclusive, para espanto de todos, o pedido de se incluir mais um goleiro, justificado como "goleiro-linha" pelos oabolianos, mas que fora de pronto recusado pelo bom árbitro da partida, que apenas fez cumprir a regra.
A mencionada dificuldade vermelho-e-branca era aumentada pela indolência e pela pouca criatividade dos seus alas e atacantes, que causavam uma irritação generalizada -- em especial ao Mr. Donald ("Le Petit Roger", como entoa a claque), embora a sua exasperação não significasse a vontade de mexer na equipa --, até que, num lateral muito bem cobrado por Griza, Sandroski cruza e Román, esperto, faz o seu primeiro gol. Mal foi dado o reinício, Z. Samsa roubou a bola, em slow-motion driblou o adversário e lançou Grabicoski que, fintando o seu incansável marcador, desferiu um potente chute de fora da área, acertando o canto da trave e fazendo a bola cruzar rente a linha do gol até entrar mansamente do outro lado, marcando o terceiro tento meuchapense -- entreatos, houve alguns que não viram o gol e até tiveram a caradura de dizer que fora venal invenção do árbitro... pura bobagem, pois rapidamente essas opiniões foram abafadas e tidas como mera perseguição à arbitragem e à sorte do bom atacante polaco.
E assim terminou o primeiro-tempo: como em toda "primeira vez", foi (i) duro de entrar, (ii) um pouco atrapalhado e (iii) meio chato.
No intervalo, após o deitar sob um aprazível sol -- "o sol é o melhor desinfetante", diz-se --, os atletas meuchapenses pareceram revigorados e verdadeiramente dispostos ao jogo; outrossim, Le Petit Roger também contribuiu, alterando a disposição tática e promovendo duas alterações: deixou a equipa citius, com a entrada de Serginho na ala-direita, e altius e fortius, com o ingresso do islandês Irräti na zaga, o qual precisava mesmo ganhar ritmo de jogo, já que as estatísticas mostram que o back titular Royce é o chapa que acumula mais minutos na bagagem.
Foi batata. Em menos de 12 minutos, 4 gols de Román, com jogadas pelos flancos -- com os alas bem abertos -- e pelo miolo -- com a dupla polaca inspiradíssima -- que sempre encontravam o oportunista avançado romeno livre na área. Daí pra frente, ainda que com múltiplas defesas do bom goleiro adversário, vários gols perdidos e, principalmente, jogadas de extremo e estéril exibicionismo e malabarismo -- as quais só servem aos patrocinadores, na ânsia de quererem sugar os dividendos na exposição dessas imagens, e à claque, em regra iludida com o pão e o circo --, a equipa alvi-rubra jogou por música e, com belas triangulações, tabelas e assistências -- a consagrar Sandroski como o garçom da tarde --, jogadas ensaiadas e constantes manejos individuais pelo meio e pelas pontas, a sinfônica meuchapense construía um elástico placar: Sandroski e Z. Samsa fizeram 2 gols cada um, em belas trocas de passes; Oliva, que voltou na terça parte do segundo tempo, fez o seu, num bonito chute cruzado; e, num único contra-ataque possível, Román fez mais um para fechar o placar no cabalístico número 13 (treze), o qual, diga-se de passagem, foi injusto, haja vista tantos outros gols perdidos deste momento em diante -- em especial pela fome de gol de Román, pelo preciosismo de Grabicoski e pela preguiça do Griza -- e tamanha era a debilidade do escrete adversário.
E, por fim, na última volta do ponteiro, o momento mais emocionante do jogo: um único e surpreedente arrastão oaboliano para cima de um já apagado MEU CHAPA fez deixar 5 atletas cara a cara com o goleiro Haríate que, num ato heróico digno das melhores fábulas lafontainianas e operando um verdadeiro milagre, salvou a meta alvi-rubra e pôs a bola para escanteio.
Visto isso, maravilhados, o homem-de-preto trilou o apito final, a claque quase às lágrimas aplaudiu em pé e todos viveram felizes para sempre.

Meu Chapa Futebol e Regatas 13 x 0 OABola F.C.
MCFR*: Haríate; Royce (Irräti) e Oliva (Serginho); Sandroski, Z. Samsa e Griza; Román e Grabiscoski. Téc.: Mr. Roger Donald
Gols: Román (6), Grabiscoski (2), Sandroski (2), Z. Samsa (2), Oliva (1).
Cartões amarelos: 4 (OABola)
Cartões vermelhos: 1 (OABola)
Renda e público: não divulgados

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

# e assim caminha a "humanidade"


Enquanto isso, num jantar entre amigos, eis a resposta dada por um deles, quando usei o exemplo do presidente equatoriano -- o novo pirata, que exigiu grossa indenização da construtura brasileira Odebrecht, por uma grande cagada por ela feita, e que foi paga rapidinho e sem chiar... -- , para assim mostrar como o Estado pode (e deve) intervir na economia, nas organizações e nos assuntos legais nacionais, a atuar solto das amarras oligarcas e compromissado apenas com a eficiência estatal e o interesse público:

"(...) Ah... O nosso querido pirata não tinha grana para pagar a despesa e inventou umas rachaduras para justificar tal inadimplemento. Mais uma vergonha para nossa querida America do Sul! Viva a Odebrecht que entregou a obra 6 meses antes do previsto, problemas de rachadura ate meu prédio tem e nem por isso deixei de pagar a parcela mensal. Viva o Capitalismo!".


terça-feira, 23 de setembro de 2008

# as feras do saldanha

Na humildade que lhe é peculiar e com enormes esforços políticos e financeiros da Diretoria -- cujos dotes ultrapassam o tabuleiro geopolítico do War e as contas bancárias de Seychelles e Cayman --, o MEU CHAPA FUTEBOL E REGATAS traz para o campeonato o seguinte elenco de artistas, guerreiros e heróis, devidamente qualificados e apresentados:

1. Rodericus Sautxuxa (Rodrigo Sautchuk) - guarda-redes iraniano, ágil e rápido, é um maluco-sem-beleza e uma espécie rara de "aranha negra".

2. Serginho Vaporub (Sergio M. Gonçalves) - ala-direita brasileiro, não desiste nunca, com ginga e sete pulmões é outro "filho do vento".

3. Oliva Itaipava (Luis F. de Oliveira) - zagueiro e lateral espanhol, performático nos bares e nas regatas, é o “kaiser".

4. Z. Iljitsch Samsa (Rodrigo Gava) - líbero e centro-médio uruguaio, com descendência tcheca e coração cubano, compositor, comunista e comandante de "coração valente".

5. Ricky Royce (Royce Oliveira) - zagueiro canadense naturalizado brasileiro, citius, fortius e sempre eficiente, é o "deus da raça".

6. Francisco Grizard (Luiz A. Grisard) - ala-esquerda mexicano radicado em San Francisco/EUA, exímio nas bolas paradas, tem uma "enciclopédia" no pé esquerdo.

7. Piotr Grabicoski (Pedro Márcio Grabicoski) - ponta-de-lança polonês, portentoso e pinípede, é um ás nos dribles e a "alegria do povo".

8. Wella Sandroski (Sandro de Godoy) - meia-armador polonês, tático, técnico e titânico, é o "príncipe" polaco.

9. Leonidas Rudi (Rudney Correa) - centroavante grego, aspira, matador e letal, tem uma "patada atômica".

10. Pavel Román (Paulo Leonardo Roman) - centroavante romeno, grão-artilheiro, mágico e que pára no ar, é "o possesso".

11. Guilherme Capanêltima (Guilherme Capanema) - meia-armador equatoriano, despacha, controla e arremata, é o “canhotinha de ouro”.

12. Haríate (Valmir Parisi) - único atleta alienígena, este guarda-redes e lateral de Eternia é o ídolo maior e o herói menor, uma muralha com as mãos ou com os pés, um “animal”.

13. M. Salamones (Marcelo Salomão) - lateral e zagueiro luso-brasileiro, um homem de confiança e de bastidores, como “ex-fio maravilha” é a lenda viva meuchapense.

14. Irräti de Camões (Roberto Cezar Pinto) - zagueiro islandês, poliglota e troglodita, furioso mas não veloz, traz nos pés “o divino” e em cada enxadada uma minhoca.

15. Juscelino DeNixon (Nixon Fiori). centro-médio camaronês, de nobre família anglo-brasileira, reina no meio-campo, com diplomacia e cadência, como um "major galopante".

16. Mestre Kisha (Alessandro Kishino) - ala e ponta-de-lança norte-coreano, com a força jedi e a habilidade samurai é quase sempre, dentro e fora do campo, o “furacão da copa”.

Técnico: Roger Donald (Rogerinho) - franco-brasileiro, alguns títulos e voz inconfundível, é o "velho lobo".
Presidente: Dr. Alessandro Kishino
Vice-Presidente: Dr. Marcelo Salomão

# canto laudatório

Com letra e música de Z. Iljitsch Samsa, Chico e Rainha -- sendo que esse deixou essa magnânima obra como seu último trabalho em vida --, o hino do MEU CHAPA FUTEBOL E REGATAS procura traduzir e exprimir a essência do clube, dos seus astros, da sua gente e da sua claque. Ei-lo:

Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
O povo clama por você
Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
Tens a fama de só vencer

A sua glória é trazida dos gramados
Como dos bares, das tribunas e regatas
Pois quando surge a grande veste alvi-rubra
Fulgura o sangue de uma raça sem bravatas

Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
O povo clama por você
Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
Tens a fama de só vencer

A tua esquadra está sempre irretocável
A perfilar gladiadores sem iguais
Em cujos pés aportam a grande maravilha
De um esporte para o qual não tem rivais

Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
O povo clama por você
Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
Tens a fama de só vencer

E deste clube eternamente hei de sermos
Com seus heróis triunfaremos campeões
Que com o brilho do prazer dessas conquistas
Imortaliza todos os nossos corações

Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
O povo clama por você
Ô Meu Chapa, ô Meu Chapa
Tens a fama de só vencer
fds

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

# meu chapa futebol e regatas



Doravante, para aqueles que apreciam a sombra da mangueira imortal, também utilizarei esse virtual espaço -- ultimamente pouco acionado em razão dos diversos compromissos de tantas ordens, mas que passará a merecer maior atenção -- para postar aos amigos leitores as perspectivas, as peripécias e as patranhas da mais clássica, bela e etílica equipa de futebol que disputa os torneios da OAB/PR: o "MEU CHAPA FUTEBOL E REGATAS", pluralmente formado por aritocráticos, revolucionários e independentes homens das mais variadas partes do planeta que, com invejável constância, vêm dominando os campos, as regatas, os bares e as tribunas por onde guerreiam.
Assim, e já como critério instrutório e introdutório, aviso aos navegantes que no próximo dia 27/9 terá início a "V Copa Regional OAB/PR", a contar com 27 times, dispostos em seis grupos.
Com o trivial infortúnio nas bolinhas da bingueira, o MEU CHAPA ficou no equilibrado grupo B, ao lado de "OABola FC", "KGB FC", "Família Los Borrachos" e "Habeas Canas", sendo que três passam para as oitavas-de-final.
Outrossim, insta salientar que as seis melhores equipes classificadas no geral asseguram vaga para o Campeonato Estadual de 2009; ainda, neste ano, pela primeira vez na história, as agremiações também assegurarão os seus lugares na primeira divisão do campeonato, à medida que, já para 2009, haverá uma segunda divisão, a ser formada com, claro, os priores times deste ano e mais os futuros estreantes.
É isso -- e, de agora em diante, juntamente com os textos, crônicas e comentários de praxe, delicie-se com essa intrépida e mágica esquadra e seus galácticos heróis.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

# piratas

A propósito do excelente livro do Tariq Ali -- "Piratas do Caribe: Eixo da Esperança" --, a última atitude do presidente equatoriano Rafael Correa foram dignas das merecidas notas do "conversa afiada" (v. aqui), ora transcritas:
. A Odebrecht construiu uma hidrelétrica no Equador que não dava luz.
. O Presidente do Equador denunciou o contrato, avisou que não pagava mais um tusta, exigiu indenização e botou administradores da Odebrecht na cadeia.
. O Estadão, sempre na vanguarda do Golpe de “Estado de Direita” e, agora, adepto da ideologia do “Destino Manifesto” da elite branca brasileira, exigiu num editorial que o Governo Lula invadisse o Equador e depusesse esse malsinado esquerdista Rafael Correa.
. Mais esperta que os golpistas do “Estado de Direita”, a Odebrecht foi lá e fez um acordo.
. Ou seja, Correa defendeu os interesses do povo equatoriano com muito mais eficiência do que o “bem preparado” presidente eleito José Serra, que até hoje não deu um pio sobre a catástrofe que a Odebrecht e outros empreiteiros provocaram com a cratera da Linha 4 do metrô de SP.

sábado, 13 de setembro de 2008

# a lânguida decadência do feijão-preto

´
Há tempos tinha este sentimento, e hoje, atônito, percebo que realmente boiamos em uma temerária maré preconceituosa e movediça, ainda que jamais tenhamos nela mergulhado ou dela saído.
Talvez pior, não me refiro aos freqüentes casos de abjeta selvageria recíproca entre negros e brancos planeta adentro; na verdade, entretenho-me a uma questão, ainda que de somenos importância, de grande utilidade sentimental, à medida que, lastimoso, observo que um grande ícone nacional está a sumir das nossas panelas cotidianas: o feijão-preto.
Já poderia admitir a globalização ou mesmo a irretroativa busca por uma elitização na sociedade em múltiplas e infinitas áreas; porém, hoje, ao abrir a geladeira para pegar a marmita amanhecida e verificar que ele não lá estava, foi muito, foi demais.
“Todos cederam!”, cá pensei, num grito triste. Indaguei-me acerca do que mais (e melhor) poderia acompanhar tomates, arroz, bife e batatas. Na real, quase lacrimosos, os meus olhos doíam ao enxergar no fundo do marmitex aquelas sementes marrons (ou brancas, como insistem em chamar a gastronomia) a substituir as boas e velhas pretinhas.
Com pesar, tenho ouvido amiúde idéias orientadas à fidelização do feijão-preto, de modo único e exclusivo, à feijoada; afora ela, em nada mais ele será permitido. Desconfio, já cabisbaixo, que essa verdade agasalha-se de uma realidade fática, pois noto que a massa não percebe essa alteração. Logo, dentre tantos outros episódios, irrefreáveis, que nos assolam e nos maculam, salta aos olhos o descaso com o nosso escurinho.
A mundialização da vida e da economia abriu espaço para tudo e para todos, permite o consumo das mais exóticas e inúteis coisas, colabora com a progressiva pesquisa cientifica na descoberta dos mais variados cruzamentos genéticos, mas, jamais, poderia permitir ou impassibilizar-se diante do triunfar de carioquinhas, fradinhos, rosinhas, manteigas, jalos, rajadinhos e roxinhos em detrimento do nosso feijão-preto. Ainda mais quando trocado por um branco! E mais: nem mesmo o indeciso feijão-mulatinho pode invocar, ainda que via o malfadado sistema de quotas, seu ingresso, seja alternativo ou substitutivo!
Por um lado, é passivo de entendimento que a comodista e egoísta elite -- que pensa ser aristocrática -- pretenda trocar estas e outras coisas quilombeiras, que nos remetem às raízes, por algo mais europeu, mais branco, mais azul; mas, esquecemo-la: o burguês de feijão-preto é algo tão incompatível como a madame de samba.
Assim, resignado, acredito numa épica busca pelo regresso do pretinho à classe média. E mais, em defesa da não-desfiguração do prato nacional, proclamo, urgente: "proletários de todo o Brasil, uni-vos!".

 

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

# salvador allende: 35 anos do mais triste 11/09


fdsHá 35 anos, a elite burguesa e política chileno, apoiada financeira e militarmente pelos EUA, matou uma das esperanças latino-americana daquele momento, matou um dos maiores expoentes do cenário sócio-político da nuestra America, matou Salvador Allende.
fdsEm seu segundo ano de mandato presidencial, este grande líder já implementava mudanças radicais (e profundas e populares) no Chile, minimizando os graves problemas sociais e econômicos que faziam da ampla maioria da população uma eterna refém dos oligarcas e ladrões que há séculos dominavam o país, estabelecendo, com idéias definitivas, um plano socializante para o Chile, no qual não faltaria saúde, educação, segurança e trabalho da melhor qualidade e para todos.
fdsHoje -- e já muito mais importante que o enigmático e obscuro 11/09 das "torres gêmeas" -- o aniversário de seu assassinato deve ser lembrado e nada melhor do que um texto escrito por um dos seus grande amigos, Fidel Castro, que, em uma de suas crónicas semanalmente escritas para o "Granma" -- ora intitulada "Salvador Allende, un ejemplo que perdura", apresentada em maio deste ano, quando se fazia 100 anos do seu nascimento --, traz uma importante e biográfica reflexão da vida pública e política de Allende.
 

fdsNació hace cien años en Valparaíso, al sur de Chile, el 26 de junio de 1908. Su padre, de clase media, abogado y notario, militaba en el Partido Radical chileno. Cuando yo nací, Allende tenía 18 años. Realiza sus estudios medios en un liceo de la ciudad natal.

fdsEn sus años de estudiante preuniversitario, un viejo anarquista italiano, Juan Demarchi, lo pone en contacto con los libros de Marx. Se gradúa como alumno excelente. Le gusta el deporte y lo practica. Ingresa voluntario al servicio militar en el Regimiento Coraceros de Viña del Mar. Solicita traslado al Regimiento Lanceros de Tacna, un enclave chileno en el norte seco y semidesértico, posteriormente devuelto a Perú. Egresa como oficial de reserva del Ejército. Lo hace ya como hombre de ideas socialistas y marxistas. No se trataba de un joven blando y sin carácter. Era como si adivinara que un día combatiría hasta la muerte defendiendo las convicciones que ya comenzaban a gestarse en su mente.
fdsDecide estudiar la noble carrera de Medicina en la Universidad de Chile. Organiza un grupo de compañeros que se reúnen periódicamente para leer y discutir sobre el marxismo. Funda el Grupo Avance en 1929. Es elegido vicepresidente de la Federación de Estudiantes de Chile en 1930 y participa activamente en la lucha contra la dictadura de Carlos Ibáñez. Se había desatado ya la gran depresión económica en Estados Unidos con la crisis de la Bolsa de Valores que estalló en 1929. Cuba se adentraba en la lucha contra la tiranía machadista. Mella había sido asesinado. Los obreros y los estudiantes cubanos se enfrentaban a la represión. Los comunistas, con Martínez Villena al frente, desataban la huelga general. "Hace falta una carga para matar bribones, para acabar la obra de las revoluciones..." —había proclamado en vibrante poema. Guiteras, de profunda raíz antiimperialista, intenta derrocar la tiranía con las armas. Cae Machado, que no puede resistir el empuje de la nación, y surge una revolución que Estados Unidos en pocos meses, con guantes de seda y mano de hierro, aplasta, y su dominio absoluto perdura hasta 1959.
fdsDurante ese período Salvador Allende, en un país donde la dominación imperialista se ejercía brutalmente sobre sus trabajadores, su cultura y sus riquezas naturales, lleva a cabo una lucha consecuente que nunca lo apartó de su intachable conducta revolucionaria. En 1933 se gradúa de médico. Participa en la fundación del Partido Socialista de Chile. Es ya dirigente en 1935 de la Asociación Médica Chilena. Sufre prisión durante casi medio año. Impulsa el esfuerzo para crear el Frente Popular, y lo eligen subsecretario general del Partido Socialista en 1936.
fdsEn septiembre de 1939 asume la Cartera de Salubridad en el gobierno del Frente Popular. Publica un libro suyo sobre medicina social. Organiza la primera Exposición de la Vivienda. Participa en el año 1941 en la reunión anual de la Asociación Médica Americana en Estados Unidos. Asciende en 1942 a Secretario General del Partido Socialista de Chile. Vota en el Senado, en el año 1947, contra la Ley de Defensa Permanente de la Democracia, conocida como "Ley Maldita" por su carácter represivo. Asciende en 1949 a Presidente del Colegio Médico. En 1952 el Frente del Pueblo lo postula para Presidente. Tenía entonces 44 años. Pierde. Presenta en el Senado un proyecto de ley para la nacionalización del cobre. Viaja a Francia, Italia, Unión Soviética y la República Popular China en 1954. Cuatro años después, en 1958, es proclamado candidato a la Presidencia de la República por el Frente de Acción Popular, constituido por la Unión Socialista Popular, el Partido Socialista de Chile y el Partido Comunista. fdsPierde la elección frente al conservador Jorge Alessandri. Asiste en 1959 a la toma de posesión como Presidente de Venezuela de Rómulo Betancourt, considerado hasta entonces una figura revolucionaria de izquierda.
fdsViaja ese mismo año a La Habana y se entrevista con el Che y conmigo. Respalda en 1960 a los mineros del carbón, que paralizan su trabajo durante más de tres meses. Denuncia junto al Che en 1961 el carácter demagógico de la Alianza para el Progreso en la reunión de la OEA que tuvo lugar en Punta del Este, Uruguay. Designado de nuevo candidato a la Presidencia, es derrotado en 1964 por Eduardo Frei Montalva, democratacristiano que contó con todos los recursos de las clases dominantes y que, según datos revelados en documentos desclasificados del Senado de Estados Unidos, recibió dinero de la CIA para apoyar su campaña. En su gobierno, el imperialismo trató de diseñar lo que se dio en llamar la "Revolución en Libertad", como respuesta ideológica a la Revolución Cubana. Lo que engendró fueron los fundamentos de la tiranía fascista. En esa elección, Allende obtiene, sin embargo, más de un millón de votos.fdsEncabeza en 1966 la delegación que asiste a la Conferencia Tricontinental de La Habana. Visita la Unión Soviética en el Aniversario 50 de la Revolución de Octubre. El año siguiente, 1968, visita la República Democrática de Corea, la República Democrática de Viet Nam, donde tiene la satisfacción de conocer y conversar con el extraordinario dirigente de ese país, Ho Chi Minh. Incluye en ese mismo recorrido a Camboya y Laos, en plena efervescencia revolucionaria.
fdsTras la muerte del Che, acompaña personalmente hasta Tahití a tres cubanos de la guerrilla en Bolivia, que sobrevivieron a la caída del Guerrillero Heroico y se encontraban ya en territorio chileno. La Unidad Popular, coalición política integrada por comunistas, socialistas, radicales, MAPU, PADENA y Acción Popular Independiente, lo proclama su candidato el 22 de enero de 1970, y triunfa el 4 de septiembre en los comicios de ese año.
fdsEs un ejemplo verdaderamente clásico de la lucha por vías pacíficas para establecer el socialismo. El gobierno de Estados Unidos, presidido por Richard Nixon, después del triunfo electoral entra de inmediato en acción. El Comandante en Jefe del Ejército chileno, general René Schneider, es víctima de un atentado el 22 de octubre y fallece tres días después porque no se plegaba a la demanda imperialista de un golpe de Estado. Fracasa el intento de impedir la llegada de la Unidad Popular al gobierno.
Allende asume legalmente con toda dignidad el cargo de Presidente de Chile el 3 de noviembre de 1970. Comienza desde el gobierno su heroica batalla por los cambios, enfrentando al fascismo. Tenía ya 62 años de edad. Me cupo el honor de haber compartido con él 14 años de lucha antiimperialista desde el triunfo de la Revolución Cubana. En las elecciones municipales de marzo del año 1971, la Unidad Popular obtiene mayoría absoluta de los votos con el 50,86 por ciento. El 11 de julio el presidente Allende promulga la Ley de Nacionalización del Cobre, una idea que había propuesto al Senado 19 años antes. Fue aprobada en el Congreso por unanimidad. Nadie se atrevía a objetarla. En 1972 denuncia en la Asamblea General de las Naciones Unidas la agresión internacional de que es víctima su país. Es ovacionado de pie durante largos minutos. Visita ese mismo año la Unión Soviética, México, Colombia y Cuba. En 1973, al realizarse las elecciones parlamentarias de marzo, la Unidad Popular obtiene un 45 por ciento de los votos y aumenta su representación parlamentaria. No pueden prosperar las medidas promovidas por los yanquis en las dos Cámaras para destituir al Presidente. El imperialismo y la derecha agudizan una lucha sin cuartel contra el gobierno de la Unidad Popular y desatan el terrorismo en el país.
fdsLe escribí seis cartas confidenciales a mano, con letra pequeñita y una pluma de punta fina entre los años 1971 y 1973, en las que le abordaba temas de interés con la mayor discreción.
fdsEl 21 de mayo de 1971 le decía: "...Estamos maravillados de tu extraordinario esfuerzo y tus energías sin límites para sostener y consolidar el triunfo. Desde aquí se puede apreciar que el poder popular gana terreno a pesar de su difícil y compleja misión. Las elecciones del 4 de Abril constituyeron una espléndida y alentadora victoria. Han sido fundamentales tu valor y decisión, tu energía mental y física para llevar adelante el proceso revolucionario. Seguramente les esperan a ustedes grandes y variadas dificultades a enfrentar en condiciones que no son precisamente ideales, pero una política justa, apoyada en las masas y aplicada con decisión no puede ser vencida..."

fdsEl 11 de septiembre de 1971, le escribí: "El portador viaja para tratar contigo los detalles de la visita. nicialmente, considerando un posible vuelo directo en avión de Cubana, analizamos la conveniencia de aterrizar en Arica e iniciar el recorrido por el norte. Surgen luego dos cosas nuevas: interés expresado a ti por Velazco Alvarado de un posible contacto en mi viaje hacia esa; posibilidad de contar con un avión soviético IL-62 de mayor radio. Esto último permite, si se quiere, arribar en vuelo directo a Santiago. Va un esquema de recorrido y actividades para que tú añadas, suprimas e introduzcas las modificaciones que estimes pertinente. He procurado pensar exclusivamente en lo que pueda ser de interés político sin preocuparme mucho el ritmo o la intensidad del trabajo, pero todo en absoluto queda sometido a tus criterios y consideraciones. Hemos disfrutado mucho los éxitos extraordinarios de tu viaje a Ecuador, Colombia y Perú. ¿Cuándo tendremos en Cuba la oportunidad de emular con ecuatorianos, colombianos y peruanos en el enorme cariño y el calor con que te recibieron?"
fdsEn aquel viaje, cuyo esquema transmití al presidente Allende, salvé milagrosamente la vida. Recorrí decenas de kilómetros ante una multitud enorme, situada a lo largo del camino. La Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos organizó tres acciones para asegurar mi asesinato durante ese viaje. En una entrevista de prensa anunciada con anterioridad, había una cámara suministrada por una emisora televisiva de Venezuela equipada con armas automáticas, manejada por mercenarios cubanos que con documentos de ese país habían ingresado a Chile. El valor les falló a los que solo tenían que apretar el gatillo durante el largo tiempo que duró la entrevista y las cámaras me enfocaron. No querían correr el riesgo de morir. Me habían perseguido, además, por todo Chile, donde no me volvieron a tener tan cerca y vulnerable. Sólo pude conocer los detalles de la cobarde acción años más tarde. Los servicios especiales de Estados Unidos habían llegado más lejos de lo que podíamos imaginarnos.
fdsEl 4 de febrero de 1972 escribí a Salvador: "La delegación militar fue recibida con el mayor esmero por todos aquí. Las Fuerzas Armadas Revolucionarias dedicaron prácticamente todo su tiempo durante esos días a atenderla. Los encuentros fueron amistosos y humanos. El programa intenso y variado. Mi impresión es que el viaje ha sido positivo y útil, que existe la posibilidad y es conveniente seguir desarrollando estos intercambios. Con Ariel hablé sobre la idea de tu viaje. Comprendo perfectamente que el trabajo intenso y el tono de la contienda política las últimas semanas no te hayan permitido considerarlo para la fecha aproximada que mencionamos en esa. Es indudable que no habíamos tomado en cuenta estas eventualidades. Por mi parte, aquel día, vísperas de mi regreso, cuando cenábamos ya de madrugada en tu casa, ante la falta de tiempo y la premura de las horas, me tranquilizaba pensar que relativamente pronto nos volveríamos a encontrar en Cuba donde íbamos a disponer la posibilidad de conversar extensamente. Tengo, no obstante, la esperanza de que puedas tomar en consideración la visita antes de mayo. Menciono este mes, porque a más tardar, desde mediados del mismo, tengo que realizar el viaje, ya impostergable, a Argelia, Guinea, Bulgaria, otros países y la URSS. Esta amplia visita me llevará considerable tiempo. Te agradezco mucho las impresiones que me comunicas sobre la situación. Aquí, cada día más familiarizados, interesados y afectados emotivamente todos con el proceso chileno, seguimos con gran atención las noticias que llegan de allá. Ahora podemos comprender mejor el calor y la pasión que debió suscitar la revolución cubana en los primeros tiempos. Podría decirse que estamos viviendo nuestra propia experiencia a la inversa. En tu carta puedo apreciar la magnífica disposición de ánimo, serenidad y valor con que estás dispuesto a enfrentar las dificultades. Y eso es fundamental en cualquier proceso revolucionario, especialmente cuando se desarrolla en las condiciones sumamente complejas y difíciles de Chile. Yo regresé con una extraordinaria impresión de la calidad moral, cultural y humana del Pueblo Chileno y de su notable vocación patriótica y revolucionaria. A ti te ha correspondido el singular privilegio de ser su conductor en este momento decisivo de la historia de Chile y de América, como culminación de toda una vida de lucha, como dijiste en el estadio, consagrada a la causa de la revolución y el socialismo. Ningún obstáculo puede ser invencible. Alguien dijo que en una revolución se marcha adelante con ‘audacia, audacia y más audacia’. Yo estoy convencido de la profunda verdad que encierra este axioma."

fdsLe escribí de nuevo al presidente Allende el 6 de septiembre de 1972: "Con Beatriz te mandé mensaje sobre distintos tópicos. Después que ella partió y con motivo de las noticias que estuvieron llegando la pasada semana, decidimos enviar al compañero Osmany para ratificarte nuestra disposición de colaborar en cualquier sentido, y a la vez tú puedas comunicarnos a través de él tu apreciación de la situación y tus ideas con relación al viaje proyectado a esta y otros países. El pretexto del viaje de Osmany será inspeccionar la Embajada cubana, aunque no se le dará publicidad alguna. Queremos que su estancia en esa sea muy breve y discreta. Los puntos planteados por ti a través de Beatriz ya se están cumplimentando... Aunque comprendemos las actuales dificultades del proceso chileno, tenemos la confianza de que ustedes hallarán el modo de vencerlas. Puedes contar enteramente con nuestra cooperación. Recibe un saludo fraternal y revolucionario de todos nosotros."
fdsEl 30 de junio de 1973 enviamos una invitación oficial al presidente Salvador Allende y a los partidos de la Unidad Popular a la conmemoración del 20 Aniversario del ataque al Cuartel Moncada. En carta aparte, le digo:

fds"Salvador: Lo anterior es la invitación oficial, formal, para la conmemoración del 20 Aniversario. Lo formidable sería que tú pudieras dar un salto a Cuba para esa fecha. Puedes imaginarte lo que significaría eso de alegría, satisfacción y honor para los cubanos. Sé que eso sin embargo depende más que nada de tus trabajos y de la situación en esa. Lo dejamos por tanto a tu consideración. Todavía estamos bajo el impacto de la gran victoria revolucionaria del día 29 y tu brillante papel personal en los acontecimientos. Es natural que muchas dificultades y obstáculos subsistirán pero estoy seguro de que esta primera prueba exitosa les dará gran aliento y consolidará la confianza del pueblo. Internacionalmente se ha dado gran relieve a los sucesos y se aprecia como un gran triunfo. Actuando como lo hiciste el 29, la revolución chilena saldrá victoriosa de cualquier prueba por dura que sea. Te reitero que los cubanos estamos a tu lado y que puedes contar con tus fieles amigos de siempre."
fdsEl 29 de julio de 1973 le envío la última carta: "Querido Salvador: Con el pretexto de discutir contigo cuestiones referentes a la reunión de países no alineados, Carlos y Piñeiro realizan un viaje a esa. El objetivo real es informarse contigo sobre la situación y ofrecerte como siempre nuestra disposición a cooperar frente a las dificultades y peligros que obstaculizan y amenazan el proceso. La estancia de ellos será muy breve por cuanto tienen aquí muchas obligaciones pendientes y, no sin sacrificio de sus trabajos, decidimos que hicieran el viaje. Veo que están ahora en la delicada cuestión del diálogo con la D.C. en medio de acontecimientos graves como el brutal asesinato de tu edecán naval y la nueva huelga de los dueños de camiones. Imagino por ello la gran tensión existente y tus deseos de ganar tiempo, mejorar la correlación de fuerzas para caso de que estalle la lucha y, de ser posible, hallar un cauce que permita seguir adelante el proceso revolucionario sin contienda civil, a la vez que salvar tu responsabilidad histórica por lo que pueda ocurrir. Estos son propósitos loables. Pero en caso de que la otra parte, cuyas intenciones reales no estamos en condiciones de valorar desde aquí, se empeñase en una política pérfida e irresponsable exigiendo un precio imposible de pagar por la Unidad Popular y la Revolución, lo cual es, incluso, bastante probable, no olvides por un segundo la formidable fuerza de la clase obrera chilena y el respaldo enérgico que te ha brindado en todos los momentos difíciles; ella puede, a tu llamado ante la Revolución en peligro, paralizar a los golpistas, mantener la adhesión de los vacilantes, imponer sus condiciones y decidir de una vez, si es preciso, el destino de Chile. El enemigo debe saber que está apercibida y lista para entrar en acción. Su fuerza y su combatividad pueden inclinar la balanza en la capital a tu favor aun cuando otras circunstancias sean desfavorables. Tu decisión de defender el proceso con firmeza y con honor hasta el precio de tu propia vida, que todos te saben capaz de cumplir, arrastrarán a tu lado a todas las fuerzas capaces de combatir y a todos los hombres y mujeres dignos de Chile. Tu valor, tu serenidad y tu audacia en esta hora histórica de tu patria y, sobre todo, tu jefatura firme, resuelta y heroicamente ejercida, constituyen la clave de la situación. Hazles saber a Carlos y a Manuel en qué podemos cooperar tus leales amigos cubanos. Te reitero el cariño y la ilimitada confianza de nuestro pueblo."fdsEsto lo escribí mes y medio antes del golpe. Los emisarios eran Carlos Rafael Rodríguez y Manuel Piñeiro. Pinochet había conversado con Carlos Rafael. Le había simulado una lealtad y firmeza similares a las del general Carlos Prats, Comandante en Jefe del Ejército durante parte del gobierno de la Unidad Popular, un militar digno al que la oligarquía y el imperialismo pusieron en total crisis, que lo obligó a renunciar al mando, y fue más tarde asesinado en Argentina por los esbirros de la DINA, después del golpe fascista de 1973.
fdsYo desconfiaba de Pinochet desde que leí los libros de geopolítica que me obsequió durante mi visita a Chile y observé su estilo, sus declaraciones y los métodos que como Jefe del Ejército aplicaba cuando las provocaciones de la derecha obligaban al presidente Allende a decretar el estado de sitio en Santiago de Chile. Recordaba lo que advirtió Marx en el 18 Brumario.
fdsMuchos jefes militares del ejército en las regiones y sus estados mayores querían conversar conmigo dondequiera que llegaba, y mostraron notable interés por los temas de nuestra guerra de liberación y las experiencias de la Crisis de Octubre de 1962. Las reuniones duraban horas en las madrugadas, que era el único tiempo libre para mí. Yo accedía por ayudar a Allende, inculcándoles la idea de que el socialismo no era enemigo de los institutos armados. Pinochet, como jefe militar, no fue una excepción. Allende consideraba útiles estos encuentros.
fdsEl 11 de septiembre de 1973 muere heroicamente defendiendo el Palacio de La Moneda. Combatió como un león hasta el último aliento. Los revolucionarios que resistieron allí la embestida fascista contaron cosas fabulosas sobre los momentos finales. Las versiones no siempre coincidían, porque luchaban desde diferentes puntos de Palacio. Además, algunos de sus más cercanos colaboradores murieron, o fueron asesinados después del duro y desigual combate.
fdsLa diferencia de los testimonios consistía en que unos afirmaban que los últimos disparos los hizo contra sí mismo para no caer prisionero, y otros que su muerte sobrevino por fuego enemigo. El Palacio ardía atacado por tanques y aviones para consumar un golpe que consideraban trámite fácil y sin resistencia. No hay contradicción alguna entre ambas formas de cumplir el deber. En nuestras guerras de independencia hubo más de un ejemplo de combatientes ilustres que, cuando ya no había defensa posible, se privaron de la vida antes de caer prisioneros.

fdsHay mucho que decir todavía sobre lo que estuvimos dispuestos a hacer por Allende, algunos lo han escrito. No es el objetivo de estas líneas.
fdsHoy se cumple un siglo de su nacimiento. Su ejemplo perdurará.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

# evo (não) vê o lula

Sob as situações (e as atitudes) de lá e de cá, é ótima a comparação feita pelo jornalista Paulo Henrique Amorim (v. aqui):
. “Aprovação a Lula bate recorde histórico” (sic), diz a manchete da Folha (da Tarde*).
. Segundo últimas pesquisas, 64% dos brasileiros apóiam o Governo dele, inclusive os ricos.
. Lula está 17 pontos à frente do melhor momento do Governo do Farol de Alexandria.
. Morales também é um campeão de popularidade na Bolívia.
. Morales não perde uma eleição.
. Lula também.
. Morales ganha todos os plebiscitos.
. Lula vai ganhar as eleições municipais de novembro.
. Morales não manda na Bolivia.
. Lula não manda no Brasil.
. Morales não manda no gás da Bolívia.
. Lula não vai mandar no Pré-Sal.
. Lula não vai ter peito para impedir que os amigos do Fernando Henrique explorem o pré-sal.
. Assim como Morales não manda em Tarija, a província que mais produz gás.
. Os ricos da Bolívia não deixam Morales governar.
. Os ricos do Brasil acham o Governo Lula “ótimo ou bom”, mas não deixam ele governar.
. O PiG trabalha para derrubar o Morales e ele não tem mídia onde se defender.
. O PiG trabalha para derrubar o Lula e o Lula tem medo do PiG. . Lula não manda no Ministério das Comunicações – quem manda é a Globo.
. Lula não manda no BNDES – quem manda são o Carlos Jereissati e o Sergio Andrade.
. Lula não manda na Secretaria da Presidência. Quem manda é o Dirceu.
. Lula não manda no Ministério da Defesa. Quem manda é o Serra.
. Lula não manda no Congresso. Quem manda são os amigos do Daniel Dantas.
. Lula não manda no Bacen. Quem manda é um deputado do PSDB.
. Lula não manda na Anatel. Quem manda é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na CVM – quem manda são os advogados de Dantas.
. Lula não tem “facilidades” no STF – quem tem é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na ABIN. Quem manda é o Nelson Jobim, que degolou o ínclito Delegado Dr. Paulo Lacerda com "a fábula da máquina".
. Lula não manda na Polícia Federal. Quem manda é o Daniel Dantas.
. Agora, tem uma diferença entre Morales e Lula: Evo Morales não tem medo.